
Como evitar que sua fábrica inteligente pare de funcionar
Construir uma fábrica “digital” envolve muito mais do que simplesmente instalar alguns sensores em uma máquina. Trata-se também do hardware, ou seja, dos componentes que precisam resistir a altas temperaturas sem falhar.
Quando se lida com o processamento de semicondutores, sistemas infravermelhos de alta eficiência são a solução ideal. Mas há um problema: se os fios não conseguirem suportar o calor, os dados coletados não valem nada. É por isso que os fios isolados com teflão (PTFE) são essenciais.
Por que usar teflão?
Se tentarmos usar fios padrão de PVC ou silicone perto das lâmpadas infravermelhas, eles vão queimar rapidamente. O teflão é diferente: ele mantém suas propriedades isolantes mesmo em temperaturas extremas, algo que outros plásticos não conseguem fazer. Em uma fábrica moderna, o espaço é limitado. Há elementos de aquecimento dispostos muito próximos uns dos outros, e o teflão permite que os fios sejam instalados exatamente onde são necessários, sem risco de curtos-circuitos.
Além disso, o teflão não se afeta pelos produtos químicos corrosivos presentes nas salas limpas. Ele simplesmente resiste a essas condições.
Como fazer com que a produção “inteligente” funcione realmente
A Indústria 4.0 parece algo sofisticado, mas, na prática, trata-se apenas de digitalização. Para obter dados precisos dos sensores térmicos, as lâmpadas infravermelhas precisam de energia estável e confiável. Sistemas de alta eficiência permitem que o calor seja aumentado ou reduzido rapidamente. Esse é o segredo para acelerar o processo de produção. Isso significa que é possível alterar as configurações da placa em tempo real, em vez de esperar horas até que o forno se estabilize.
Os custos-benefícios (pois nada é perfeito)
O teflão não é a solução mágica. Ele tem suas desvantagens. Por exemplo, ele é mais rígido e não se dobra tão facilmente quanto o silicone. Se os fios forem apertados demais, isso causará tensão no condutor.
É preciso encontrar um equilíbrio entre a proteção contra o calor e o layout físico dos elementos de aquecimento. Se não se conseguir esse equilíbrio, haverá risco de falha mecânica – e ninguém quer que o sistema pare de funcionar durante uma produção 24/7.